Meu deus, o que quer dizer ficha limpa?
Ficha é um levantamento , um relatório, uma resenha; no caso da ficha limpa, ou suja, tanto faz, um lugar onde está escrito e especificado cada procedimento, cada infração, de qualquer cidadão ou cidadã. Se meu nome ficar sujo na praça, e não precisa ser nenhum crime não, basta atrasar uma prestaçãozinha qualquer, não abro crediário, não assumo cargo público mesmo aprovada em concurso, não nada! Por que será que a "justiça" ainda está pensando se ficha suja anterior à lei recentemente aprovada, vai ou não continuar suja? Será agora que os criminosos políticos todos serão anistiados e terão nova oportundade para fazer tudo de novo?
Um blog para falar de arte, política; fazer desabafos, receber desabafos; fazer amigas e amigos, ou perder...paciência...Um blog pra falar de mim, porque só eu posso fazer isso com isenção.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
quarta-feira, 16 de junho de 2010
QUEM SABE, SABE, E QUEM NÃO SABE DEVERIA APRENDER
Uma amiga, muito amiga, que me adora e só quer o meu bem e o de todo mundo, me mandou esse arquivo; como sou legal também, estou repassando. Aproveitem!!!
http://www.usinadasletras.com.br/exibelotexto.phd?cod=11116&cat=ensaios&vinda=s
É um artigo do jurista e professor de Direito, Ives Granda da Silva Martins, com o título "O retrocesso democrático". Acho interessante que tenhamos essas informações, principalmente, às vésperas das eleições; claro que muita gente nem quer saber de nada que é para não ter nenhuma responsabilidade sobre o seu voto, mas esse professor é pessoa isenta e está cumprindo seu papel.
http://www.usinadasletras.com.br/exibelotexto.phd?cod=11116&cat=ensaios&vinda=s
É um artigo do jurista e professor de Direito, Ives Granda da Silva Martins, com o título "O retrocesso democrático". Acho interessante que tenhamos essas informações, principalmente, às vésperas das eleições; claro que muita gente nem quer saber de nada que é para não ter nenhuma responsabilidade sobre o seu voto, mas esse professor é pessoa isenta e está cumprindo seu papel.
terça-feira, 15 de junho de 2010
segunda-feira, 14 de junho de 2010
POR QUE FALAR EM POLÍTICA?
Pois é, não há nada que nos habilite mais a falar em política do que o envolvimento/conhecimento com a arte; não estou falando de História da Arte, pura e simplesmente não, hein?! Porque conheço muita gente que sabe, de cor e salteado, os compêndios da História da Arte e não consegue discernir uma coisa da outra. São pessoas que lêem, não para tomar conhecimento e entender o processo pelo qual a arte tem passado até a contemporaneidade, mas para repetir os discursos e teorias lidos e decorados até o último "s"; tomam os livros, não como fontes de referência, mas como cartilhas, manuais, e daí não tem autonomia para formar suas próprias teorias. Bom, aprendi, e sei que dá resultado, esse contato com a arte; nele conseguimos enxergar as coisas com clareza, entendemos o que ouvimos, lemos as entrelinhas, as intenções. Isso é importante no contato com políticos e religiosos. Se o povo tivesse acesso à arte, se o contato fosse mais íntimo, além dos palcos e das galerias, e do mercado, esse povo seria mais lúcido, atento e responsável na hora de votar e de rezar.
UMA MULHER NA PRESIDÊNCIA? DEPENDE.
A candidata Dilma disse ontem que está na hora do Brasil ter uma mulher presidente; concordo com ela, acho até que passou da hora, já que somos maioria, e não só numérica. Mas penso que não basta ser mulher, precisa saber ser mulher e presidenta. De nada irá nos adiantar uma mulher, se ela estiver a serviço do sistema vigente. Precisa ser uma mulher que pense nas outras, que raciocine e trabalhe como mulher; que tome decisões, que não tenha medo, que não mude de atitude por conveniência ou pressão. Precisa ser uma mulher que não leve para a presidência suas posturas pessoais a respeito de assuntos que são, ou deveriam ser, da responsabilidade de cada uma/um; que saiba diferenciar a presidência de sua casa; que não queira evangelizar o mundo; que respeite opções. Governar não é dizer o que o povo tem que fazer ou querer; é orientar para que ele possa fazer o que quer e o que precisa da melhor forma possível para toda nação. Governar é administrar, é viabilizar, é organizar, e é, sobretudo, ter responsabilidade sobre seus atos e seu governo; não dá para ser a última a saber do que acontece nos bastidores do Planalto ou dos ministérios. Governar não é mandar; governante não é dona/o, é empregada/o do estado e sustentada/o pelo povo.
Uma mulher presidenta terá que pensar em todas as outras mulheres o tempo todo e não só na época de campanha, justamente, porque somos maioria. Foi patética a convenção petista para lançamento da candidatura da Dilma; uma apelação miserável. Dilma e seus defensores, todos homens, doidos para continuarem no poder, alardeiam agora o passado de luta da candidata. Faz pena que ela tenha sujado esse passado com o comportamento de hoje; por que será que largou o PDT e embarcou no PT? Abandonar partido caído para "abraçar" um que está no poder é fácil, né não? Quero ver sair do grande, do poder, para abraçar um pequeno por coerência, por valentia e vergonha na cara, como fez a Marina Silva.
Por que será que, mesmo sendo maioria em tudo, somos minoria nos governos? Por que somos sempre a sombra? Por que estamos sempre nos bastidores? Por que nos é suficiente ser aquela grande mulher por trás do grande homem( quase sempre um nanico na verdade)? Eles estão sempre no poder porque nós os colocamos lá; somos tantas que eles se elegem às nossas custas; se dependessem do voto masculino apenas, não se elegeriam. Mas nós garantimos isso; somos nós que dizemos aos nossos filhos que eles são superiores; somos nós que investimos pesado na educação e formação deles; somos nós que dizemos às nossas filhas: obedeçam; somos nós que aconselhamos às nossas filhas conseguirem um homem rico e ter logo um filho para garantir o futuro, porque senão, vai ter que estudar e trabalhar. Somos nós que perdoamos os roubos, as falcatruas, as traições, as deslealdades, tudo por amor, desde que a conta bancária desse amor seja significativa, independentemente da origem desse dinheiro. Mulher não vota em mulher por despeito, por inveja; e, se votar, vai votar numa Dilma, porque ela é a cara da eleitora brasileira. Eu vou votar na Marina Silva, não só porque é mulher, mas porque é uma mulher da qual eu posso me orgulhar; uma mulher que soube se tornar mulher. Não a conheço tanto para garantir nada, estou votando pelo que já vi e sei. Não sei se vai ganhar, mas isso não é o mais importante pra mim, não estou apostando, estou votando, escolhendo a que eu acho melhor; se ela ganhar, vou ter condições de conhecê-la e, quem sabe, até me arrependa, isso já aconteceu antes, mas, pelo menos, meu voto será isento, não terei votado para ganhar, mas para mostrar que não quero nada disso que ainda está aí; que acredito que anda é possível mudar, quem sabe o governo de uma mulher modesta, de um patido pequeno, mas que pensa em coisas relamente importantes, ofereça muito mais que bolsas e esmolas, ofereça condições para que a nação tenha dignidade e que possa crescer de forma responsável. Se ela perder, paciência, ainda não terá sido dessa vez, e, talvez, jamais, porque o povo vai continuar ignorante, alienado, acreditando que o mundo é dos espertos, e que o bom mesmo é levar vantagem em tudo... Fazer o quê?
Uma mulher presidenta terá que pensar em todas as outras mulheres o tempo todo e não só na época de campanha, justamente, porque somos maioria. Foi patética a convenção petista para lançamento da candidatura da Dilma; uma apelação miserável. Dilma e seus defensores, todos homens, doidos para continuarem no poder, alardeiam agora o passado de luta da candidata. Faz pena que ela tenha sujado esse passado com o comportamento de hoje; por que será que largou o PDT e embarcou no PT? Abandonar partido caído para "abraçar" um que está no poder é fácil, né não? Quero ver sair do grande, do poder, para abraçar um pequeno por coerência, por valentia e vergonha na cara, como fez a Marina Silva.
Por que será que, mesmo sendo maioria em tudo, somos minoria nos governos? Por que somos sempre a sombra? Por que estamos sempre nos bastidores? Por que nos é suficiente ser aquela grande mulher por trás do grande homem( quase sempre um nanico na verdade)? Eles estão sempre no poder porque nós os colocamos lá; somos tantas que eles se elegem às nossas custas; se dependessem do voto masculino apenas, não se elegeriam. Mas nós garantimos isso; somos nós que dizemos aos nossos filhos que eles são superiores; somos nós que investimos pesado na educação e formação deles; somos nós que dizemos às nossas filhas: obedeçam; somos nós que aconselhamos às nossas filhas conseguirem um homem rico e ter logo um filho para garantir o futuro, porque senão, vai ter que estudar e trabalhar. Somos nós que perdoamos os roubos, as falcatruas, as traições, as deslealdades, tudo por amor, desde que a conta bancária desse amor seja significativa, independentemente da origem desse dinheiro. Mulher não vota em mulher por despeito, por inveja; e, se votar, vai votar numa Dilma, porque ela é a cara da eleitora brasileira. Eu vou votar na Marina Silva, não só porque é mulher, mas porque é uma mulher da qual eu posso me orgulhar; uma mulher que soube se tornar mulher. Não a conheço tanto para garantir nada, estou votando pelo que já vi e sei. Não sei se vai ganhar, mas isso não é o mais importante pra mim, não estou apostando, estou votando, escolhendo a que eu acho melhor; se ela ganhar, vou ter condições de conhecê-la e, quem sabe, até me arrependa, isso já aconteceu antes, mas, pelo menos, meu voto será isento, não terei votado para ganhar, mas para mostrar que não quero nada disso que ainda está aí; que acredito que anda é possível mudar, quem sabe o governo de uma mulher modesta, de um patido pequeno, mas que pensa em coisas relamente importantes, ofereça muito mais que bolsas e esmolas, ofereça condições para que a nação tenha dignidade e que possa crescer de forma responsável. Se ela perder, paciência, ainda não terá sido dessa vez, e, talvez, jamais, porque o povo vai continuar ignorante, alienado, acreditando que o mundo é dos espertos, e que o bom mesmo é levar vantagem em tudo... Fazer o quê?
sexta-feira, 11 de junho de 2010
AGORA POSSO VOTAR!!!
Este ano, depois de muitos, tenho em quem votar para Presidência da República: MARINA SILVA!
Todo ano de eleição tenho aqule mesmo problema: não acredito mais nas possibilidades que se apresentam; sou obrigada a votar, sou obrigada a exercer o meu direito de votar, mas, não tenho em quem, geralmente. Em 1990, trabalhei, fiz campanha e votei em Roberto Freire, por acreditar, piamente, na pessoa e no político. Ele não foi eleito, claro! Por orientação dele mesmo, votei em Lula, no segundo turno, mas sem qualquer confiança/esperança nele e, menos ainda, no partido. Depois disso, foi só decepção e votos nulos. O povo brasileiro não sabe votar, e vota como quem aposta, quer sempre votar no que vai ganhar, não tem qualquer responsabilidade pelo voto que dá, ou vende, nem pelos políticos que elege. A mídia divulga que voto nulo é voto jogado no lixo, voto inválido, coisa de regimes como o nosso mesmo, que manipula as pessoas, porque o voto nulo não pode ser desconsiderado, ele tem uma mensagem e muito forte: não quero nenhum desses aí! Por que sou obrigada a votar quando não quero eleger ninguém? Depois de tantos anos nessa condição de votante inútil, resolvi dar uma chance ao Lula, dessa vez não acreditando, mais torcendo para estar enganada; e estava mesmo, ele é muitíssimo pior do que eu pensava; e foi reeleito, sem meu voto. Agora quer trazer a Dilma, meu deus! Mas, para meu consolo e para a nossa sorte, temos a Marina Silva. Talvez ela também venha a me decepcionar, mas é sempre uma esperança, coisa que, faz tempo, não tenho. Marina Silva, não só por ser mulher, porque tem mulher, como outras que já apareceram, que estão a serviço, mas porque mostrou brio, vergonha na cara, postura política, vontade forte, e não tem medo de cachorro grande. Estou com ela e só abro se ela desistir ou mudar...
Todo ano de eleição tenho aqule mesmo problema: não acredito mais nas possibilidades que se apresentam; sou obrigada a votar, sou obrigada a exercer o meu direito de votar, mas, não tenho em quem, geralmente. Em 1990, trabalhei, fiz campanha e votei em Roberto Freire, por acreditar, piamente, na pessoa e no político. Ele não foi eleito, claro! Por orientação dele mesmo, votei em Lula, no segundo turno, mas sem qualquer confiança/esperança nele e, menos ainda, no partido. Depois disso, foi só decepção e votos nulos. O povo brasileiro não sabe votar, e vota como quem aposta, quer sempre votar no que vai ganhar, não tem qualquer responsabilidade pelo voto que dá, ou vende, nem pelos políticos que elege. A mídia divulga que voto nulo é voto jogado no lixo, voto inválido, coisa de regimes como o nosso mesmo, que manipula as pessoas, porque o voto nulo não pode ser desconsiderado, ele tem uma mensagem e muito forte: não quero nenhum desses aí! Por que sou obrigada a votar quando não quero eleger ninguém? Depois de tantos anos nessa condição de votante inútil, resolvi dar uma chance ao Lula, dessa vez não acreditando, mais torcendo para estar enganada; e estava mesmo, ele é muitíssimo pior do que eu pensava; e foi reeleito, sem meu voto. Agora quer trazer a Dilma, meu deus! Mas, para meu consolo e para a nossa sorte, temos a Marina Silva. Talvez ela também venha a me decepcionar, mas é sempre uma esperança, coisa que, faz tempo, não tenho. Marina Silva, não só por ser mulher, porque tem mulher, como outras que já apareceram, que estão a serviço, mas porque mostrou brio, vergonha na cara, postura política, vontade forte, e não tem medo de cachorro grande. Estou com ela e só abro se ela desistir ou mudar...
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